MegaShow internacional grátis em São Paulo em setembro de 2026: o que a Prefeitura planeja e por que a Avenida Paulista virou o centro da disputa

A Prefeitura de São Paulo estuda promover um megashow internacional gratuito na cidade em setembro de 2026, inspirado em eventos de grande porte realizados ao ar livre, como os megashows de Copacabana, no Rio. O plano, porém, ainda não está “no papel” como evento confirmado: depende de aval do Ministério Público para superar uma trava jurídica que limita a quantidade de grandes eventos na Avenida Paulista.

A seguir, o que já se sabe, o que falta decidir e quais cenários estão na mesa.

📌 O que se sabe até agora (resumo rápido)

  • Quando: a gestão municipal trabalha com 5 de setembro de 2026 como data-alvo.
  • Onde: a ideia principal é Avenida Paulista; existe plano B no Aeroporto Campo de Marte (Zona Norte).
  • Quem poderia tocar: nomes citados como “cotados” incluem U2, Foo Fighters, Rolling Stones e Mariah Carey — sem confirmação de contratação.
  • Qual é o entrave: um TAC (Termo de Ajustamento de Conduta) de 2007 permite na Paulista apenas três eventos de grande porte por ano (Parada LGBTQIA+, São Silvestre e Réveillon).
  • Impacto estimado pela Prefeitura: o prefeito citou expectativa de movimentar cerca de R$ 4 bilhões (estimativa).
  • Prazo de decisão: a prefeitura aposta em um desfecho até 15 de abril, conforme o rito citado publicamente (parecer técnico + deliberação interna no MPSP).

A proposta: “Todo mundo em SP” no calendário de 2026

A ideia ganhou tração após declarações do prefeito Ricardo Nunes de que São Paulo quer um evento gratuito, internacional e de grande escala, capaz de atrair público massivo e projetar a cidade como polo cultural e turístico.

Ainda não existe anúncio oficial de artista, palco, mapa ou operação. O que há, neste momento, é um desejo político e uma negociação institucional para viabilizar local e autorização.

Por que a Avenida Paulista é o “sonho” (e também o problema)

Do ponto de vista de infraestrutura, a Paulista é um endereço óbvio: central, com grande oferta de transporte público e já acostumada a eventos gigantes. Mas é justamente por essa concentração — e pela presença de hospitais, moradores e serviços essenciais no entorno — que a via tem regras mais rígidas.

O que diz o TAC de 2007 (e por que ele trava novos megashows)

Segundo orientação pública da própria Prefeitura (Subprefeitura Sé), o TAC/2007, assinado com o Ministério Público, define quais eventos de grande porte podem ocorrer na Paulista e afirma que apenas três eventos anuais são permitidos, justamente Parada LGBTQIA+, Corrida de São Silvestre e Réveillon — não sendo concedida autorização para outros grandes eventos na avenida enquanto o TAC vigorar nesses termos.

É por isso que o megashow só avança se houver flexibilização/alteração do entendimento ou um novo arranjo institucional com o MPSP.

O que a Prefeitura pediu ao Ministério Público (e o cronograma em discussão)

De acordo com informações divulgadas, houve reunião em 21 de janeiro entre Prefeitura e MPSP para tratar do tema. A gestão municipal teria solicitado a liberação de uma nova data em 2026 e duas datas em 2027 para eventos adicionais de grande porte na Paulista.

O rito mencionado publicamente funciona assim:

  1. Parecer técnico: expectativa de publicação até o fim de fevereiro.
  2. Conselho Superior do MPSP: se o parecer for positivo, o Conselho analisaria e daria a palavra final em até 45 dias.
  3. Prazo trabalhado pela Prefeitura: desfecho até 15 de abril.

Na prática: sem essa autorização, o plano de um megashow na Paulista tende a ficar no campo da intenção.

Atrações “cotadas”: o que é desejo e o que é confirmação

Os nomes que circulam — U2, Foo Fighters, Rolling Stones e Mariah Carey — foram citados como possibilidades ventiladas nos bastidores e em entrevistas, mas não significam contratação fechada.

Em grandes turnês internacionais, a negociação costuma envolver disponibilidade de agenda, custos de logística, montagem de estrutura, patrocínios e direitos de transmissão. Até que haja anúncio oficial, o mais correto é tratar como lista de desejos, não como lineup.

Plano B: Campo de Marte entra no radar

Caso a Paulista não possa receber mais um evento de grande porte, a Prefeitura cogita o Aeroporto Campo de Marte como alternativa. O ponto negativo, segundo o que foi reportado, é que o local não seria o ideal e passa por obras, o que pode impactar prazos e viabilidade operacional.

Na prática, a escolha do local define tudo: capacidade, rotas de entrada e saída, transporte, segurança, impacto no trânsito e custos.

Por que São Paulo quer um megashow: turismo, vitrine internacional e dinheiro girando

A gestão municipal tem defendido que um megashow dessa escala pode gerar um grande “efeito vitrine” e aquecer setores como hotelaria, bares, restaurantes, transporte e comércio. O próprio prefeito citou estimativa de R$ 4 bilhões de movimentação econômica (valor apresentado como projeção).

A inspiração no Rio ajuda a entender o raciocínio: por lá, a prefeitura e a Riotur associaram grandes eventos a aumento de fluxo turístico, citando, por exemplo, um show de maio ligado ao projeto “Todo Mundo no Rio”.

Em outra referência, um estudo divulgado em 2025 apontou estimativas de impacto econômico e público para um megashow em Copacabana, com números na casa de centenas de milhões de reais (projeções atribuídas à prefeitura carioca e órgãos locais).

Importante: projeções variam conforme metodologia e contexto — e São Paulo ainda não divulgou estudo próprio detalhado, apenas a estimativa citada publicamente.

O que esperar se o evento for confirmado (e por que a logística será gigantesca)

Se o megashow sair do papel na Paulista, a cidade deve acionar um padrão de operação parecido com outros megaeventos:

  • Interdições e desvios em vias principais e entorno
  • Reforço de transporte público e restrições de circulação em áreas críticas
  • Controle de acesso, revistas e itens proibidos
  • Estrutura de saúde (postos médicos, ambulâncias, apoio a emergências)
  • Limpeza urbana reforçada e banheiros químicos
  • Estratégias de redução de risco (pontos de apoio, comunicação, atendimento a vulneráveis)

Já se o local migrar para o Campo de Marte, muda o desenho: maior área aberta, mas com outro tipo de impacto viário e de transporte, além de compatibilização com obras e operação do entorno.

Perguntas que o público mais faz (e as respostas possíveis hoje)

O show já está confirmado?
Ainda não. O plano depende de decisões e autorização relacionadas ao TAC e ao MPSP.

Vai ser na Avenida Paulista mesmo?
É a preferência, mas há plano alternativo (Campo de Marte).

Qual artista vai tocar?
Não há anúncio oficial. Existem nomes citados como cotados, mas sem confirmação.

Quando sai a decisão?
A prefeitura trabalha com uma janela de desfecho até meados de abril (15/4), conforme rito divulgado.

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