São Paulo despenca no ranking das maiores cidades do mundo em 2025: de 4º para 13º lugar; entenda as causas, impactos e projeções

A cidade de São Paulo, por décadas reconhecida como uma das maiores metrópoles do planeta, registrou uma queda expressiva no ranking global de megacidades. De acordo com estimativas demográficas internacionais, a capital paulista caiu da 4ª para a 13ª posição entre as cidades mais populosas do mundo. A mudança chamou atenção de urbanistas, demógrafos e economistas, que apontam uma combinação de fatores internos e externos para explicar o fenômeno.

📉 Por que São Paulo caiu no ranking mundial?

A queda não significa que São Paulo perdeu milhões de habitantes de forma repentina. O ponto central é que outras megacidades cresceram muito mais rápido, especialmente na Ásia e na África, regiões que vivem explosões demográficas sem precedentes.

🔎 1. Crescimento populacional desacelerado no Brasil

O Brasil vive uma das maiores quedas de natalidade da América Latina. Em São Paulo, isso é ainda mais evidente:

  • Famílias menores
  • Aumento da idade média da população
  • Redução da migração interna para a capital
  • Custo de vida elevado, que desestimula novos moradores

Esse conjunto faz com que o crescimento populacional seja próximo de zero.

🌍 2. Avanço acelerado de megacidades asiáticas e africanas

Enquanto São Paulo cresce pouco, cidades como:

  • Lagos (Nigéria)
  • Kinshasa (Congo)
  • Dhaka (Bangladesh)
  • Karachi (Paquistão)
  • Mumbai (Índia)

registram aumentos populacionais anuais entre 2% e 5%, impulsionados por:

  • Altas taxas de natalidade
  • Migração rural intensa
  • Urbanização acelerada
  • Economia informal robusta

Essas cidades ultrapassaram São Paulo em poucos anos.

🏙️ 3. Interiorização da população brasileira

O Brasil vive um movimento de redistribuição populacional:

  • Crescimento de cidades médias
  • Expansão de polos regionais no interior
  • Migração para regiões com melhor custo de vida
  • Deslocamento de empresas para cidades menores

Isso reduz a pressão demográfica sobre a capital paulista.

🧭 4. Estagnação urbana na América Latina

A América Latina como um todo apresenta:

  • Crescimento populacional baixo
  • Urbanização já consolidada
  • Economia mais estável, com menos migração interna explosiva

Enquanto isso, África e Ásia ainda estão em plena expansão.

🌐 Como ficou o ranking das maiores cidades do mundo?

Embora os números variem conforme a metodologia, o topo do ranking é dominado por megacidades asiáticas:

PosiçãoCidadePaísPopulação aproximada
TóquioJapão~37 milhões
DelhiÍndia~33 milhões
XangaiChina~29 milhões
DhakaBangladesh~23 milhões
LagosNigéria~21 milhões
13ºSão PauloBrasil~22 milhões (região metropolitana)

A queda de São Paulo reflete mais o salto das outras cidades do que um declínio próprio.

🏙️ O que essa mudança significa para São Paulo?

A queda no ranking não é necessariamente negativa. Pelo contrário, especialistas apontam que pode representar uma oportunidade histórica.

✔️ Menos pressão sobre infraestrutura

Crescimentos explosivos costumam gerar:

  • Colapso no transporte
  • Falta de moradia
  • Aumento da desigualdade
  • Serviços públicos sobrecarregados

Com crescimento mais lento, São Paulo pode planejar melhor.

✔️ Possibilidade de requalificação urbana

A cidade pode focar em:

  • Mobilidade sustentável
  • Revitalização do centro
  • Expansão de moradias acessíveis
  • Redução de desigualdades regionais

✔️ Transição para uma metrópole mais sustentável

Menos expansão desordenada significa:

  • Menos impacto ambiental
  • Melhor gestão de recursos
  • Planejamento urbano mais eficiente

🔮 Projeções para o futuro: São Paulo pode voltar ao topo?

Segundo demógrafos, é improvável que São Paulo volte ao top 5 mundial. A tendência global aponta para:

  • Crescimento explosivo contínuo na África
  • Estabilização populacional na América Latina
  • Envelhecimento acelerado no Brasil

Por outro lado, São Paulo pode se tornar uma das cidades mais desenvolvidas e equilibradas do hemisfério sul, mesmo sem ser uma das mais populosas.

📌 Conclusão

A queda de São Paulo no ranking das maiores cidades do mundo não representa decadência, mas sim uma mudança no cenário global. A cidade está entrando em uma fase de estabilização demográfica, enquanto megacidades asiáticas e africanas vivem explosões populacionais.

O desafio agora é transformar essa nova realidade em vantagem competitiva — com planejamento, inovação e políticas públicas que priorizem qualidade de vida.

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