Um clássico de William Shakespeare que nunca deixa de provocar debate, “O Mercador de Veneza” retorna aos palcos paulistanos em 2026 com uma leitura atual, que reforça temas como justiça, intolerância, preconceito e poder do dinheiro — e coloca Shylock no centro da narrativa. A montagem tem direção de Daniela Stirbulov e Dan Stulbach no papel principal, além de um elenco de 12 atores e recursos de cena que aproximam a trama do mundo contemporâneo.
Um Shakespeare que conversa com 2026
Escrita no contexto do capitalismo emergente, a peça acompanha Antônio, um mercador que se endivida com o agiota Shylock para ajudar o amigo Bassânio — aceitando como “garantia” uma cláusula extrema: uma libra de sua própria carne. Quando a dívida não é paga, o caso vai a julgamento e a história explode em dilemas sobre lei, vingança, misericórdia e preconceito.
Nesta versão, o espetáculo sai da Itália do século XVI e assume um universo contemporâneo, ampliando discussões como antissemitismo, racismo e guerras motivadas por lucro e capital — com Shylock reposicionado como protagonista e ponto de vista central.
Como é a montagem: Bolsa de Valores, vídeo ao vivo e música em cena
A encenação aposta numa estética “financeira” e urbana: a direção transporta o conflito para um ambiente associado a negociações e poder, com Bolsa de Valores como espaço simbólico. Em cena, entram ainda painel de LED com palavras e frases ligadas à ação, captação de imagens em tempo real e música executada ao vivo por uma baterista no palco — elementos que reforçam ritmo e tensão dramática.
Elenco e ficha técnica: quem está no palco
A produção reúne 12 atores, com Dan Stulbach como Shylock e nomes em papéis-chave da trama. Entre os destaques do elenco:
- Dan Stulbach (Shylock)
- Cesar Baccan (Antônio)
- Marcelo Ullmann (Bassânio)
- Gabriela Westphal (Pórcia)
- Marisol Marcondes (Jéssica)
- Rebeca Oliveira (Nerissa)
A montagem tem direção de Daniela Stirbulov e adaptação/tradução assinada por Bruno Cavalcanti (conforme créditos do espetáculo), além de equipe de cenografia, luz e figurino detalhada na ficha técnica oficial.
Serviço completo: “O Mercador de Veneza” em São Paulo (2026)
📍 Onde acontece
TUCARENA – Teatro da PUC-SP (Perdizes)
📌 Entrada: Rua Bartira, s/n (esquina com Rua Monte Alegre, 1024)
🎟️ Capacidade: 288 lugares
🗓️ Temporada e horários
Reestreia: 29 de janeiro de 2026
Sessões:
- Quinta, 20h30
- Sexta, 21h
- Sábado, 19h
- Domingo, 18h
⏱️ Duração: 110 minutos | Classificação: 12 anos
🎫 Ingressos (valores informados)
- Quintas e sextas: R$ 160 (inteira) / R$ 80 (meia)
- Sábados e domingos: R$ 180 (inteira) / R$ 90 (meia)
Meia-entrada/benefícios: há desconto de 50% para públicos previstos em lei (como estudantes, 60+, PCD etc.), conforme serviço do teatro.
🎓 Preço especial PUC-SP: R$ 20 (com comprovação e regras de disponibilidade/compra na bilheteria física).
🧾 Onde comprar e bilheteria
- Bilheteria (horários): terça a sábado 14h–20h | domingo 14h–18h
- Venda online: indicada via Sympla na página do espetáculo.
🚫 Regras importantes
Não é permitida a entrada no teatro portando alimentos ou bebidas.
🚗 Estacionamento e como chegar
Estacionamentos conveniados e orientações de trajeto/ônibus estão disponíveis na localização oficial do teatro, incluindo linhas como 175P, 177P, 828P, 875A e 875P, além de indicações de integração com metrô + ônibus.
☎️ Contato (Teatro Tuca/Tucarena)
📞 Administração: (11) 3670-8470 (com ramais de secretaria/locações/comunicação informados pelo teatro)
📲 Instagram
O espetáculo mantém perfil no Instagram (onde costuma divulgar sessões e vendas).
Sessões especiais (já realizadas) no BTG Pactual Hall
Antes da reestreia no Tucarena, a produção também teve datas de 22 a 25 de janeiro de 2026 no BTG Pactual Hall (Santo Amaro), em sessões extras.
Por que vale ver
Se você busca teatro em São Paulo com um clássico que continua atual — e quer ver Shakespeare com uma abordagem que discute preconceito, intolerância e o impacto do capital nas relações humanas — esta montagem entrega justamente isso, com um protagonista que carrega contradições e uma encenação com linguagem de “agora”.




















